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Professor Alciomar Oliveira dos Santos chefe do departamento de Música Professor doutor Edson Dias Carvalho sub-chefe do departamento de Música Música Coordenador: Edson Dias Carvalho Telefones: (61) 3307 2337 - Ramal: 204
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A ciência a serviço da arte A música é uma manifestação artística por excelência. No entanto, os processos utilizados pelos músicos para demonstrar sua arte podem ser analisados e estudados como ciência. “Da mesma maneira que um atleta tem os seus movimentos estudados para que possam ser aprimorados pelo estudo científico, os músicos nas universidades atuam em pesquisas que aprimoram a performance musical”, explica o professor Ricardo Freire, no Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB). Freire afirma que o curso é voltado para o ensino de música erudita, mas os conhecimentos adquiridos podem ser aplicados a qualquer tipo de música. O músico graduado se baseia nas experiências históricas e do meio acadêmico e em novas pesquisas sobre a pedagogia e didática aplicadas ao ensino de instrumentos. Assim, além de desenvolver sua performance, pode aprender maneiras de ensinar a tocar um instrumento musical. Foi o caso de Jonas Correia da Silva, que há dez anos deixou Alagoas, onde era trombonista em bailes, trio-elétricos e boates, para Brasília. Na capital, fez concurso para a fundação educacional e passou. Formou-se em Música na UnB em 2002 e atualmente trabalha com a banda do Centro Educacional 01 de Planaltina. “Para mim, é um privilégio trabalhar com o que mais gosto de fazer. E um grande prazer, também, ensinar”, afirma Silva, que também é regente do coral da igreja, além de dar aulas de trombone, estudar e ter uma banda, com a qual executa suas próprias composições. São exemplos de como e onde podem atuar os diplomados em música pela UnB, além de orquestras sinfônicas, bandas sinfônicas, escolas, conservatórios e academias de música, bandas militares, grupos de música erudita e de música popular, estúdios de gravação e como free lancer, em shows de música popular. “Já tocava trombone há tempos, mas me sinto hoje muito mais maduro musicalmente falando no entendimento das harmonias, na história da música. Encontrei professores marcantes na minha vida e até hoje trabalho com eles, editando partituras, por exemplo”, acrescenta o alagoano. O tempo médio de permanência nos cursos de bacharelado em instrumentos é de quatro anos. A UnB oferece ainda o curso de licenciatura em Educação Artística, com, em média, quatro anos e meio; e os cursos de bacharelado em Regência ou em Composição com duração de seis anos cada, em média. Esses últimos são considerados por Silva dois dos “algo mais” da universidade. Ele formou-se em trombone, regência e composição. Para o professor Ricardo Freire, outro diferencial é a qualidade do corpo docente. “Os professores do departamento são reconhecidos nacionalmente. O quadro é composto em sua maioria por docentes com doutorado, que estudaram nas melhores universidades do país, dos Estados Unidos e Europa”, conta. O mestrado em Música da UnB começou a ser oferecido no segundo semestre de 2004, com as linhas de pesquisa Processos e produtos na criação da interpretação musical e Concepções e vivências em educação musical. A primeira refere-se ao estudo, reflexão, análise e desenvolvimento de idéias tanto sobre as tradições e transformações dos processos e produtos musicais – a observação de práticas de criação e interpretação musical – quanto sobre as formas ou mecanismos da construção e comunicação da música. Dentro dessa área, são estudados temas como a história dos instrumentos de sopro no Brasil, o desenvolvimento das práticas da música instrumental em correspondências entre a península Ibérica e a América Latina entre 1700 e 1850, e o desenvolvimento de aplicativos eletrônicos para a composição musical. Na área das Concepções e vivências em educação musical, cuja intenção é contribuir para a compreensão crítica das práticas de educação em música, são desenvolvidos projetos como os de didática do ensino de instrumentos, de ensino e aprendizagem em diversos contextos e as práticas musicais na cultura urbana. Ainda há projetos que atendem a sociedade, como o Música para Crianças, que oferece aulas para meninos e meninas de até cinco anos, violino e flauta doce para os de seis a dez anos e um curso especial para crianças com síndrome de Down de até dois anos. O contato precoce com a música pode estimular as capacidades da criança nas áreas de desenvolvimento da linguagem e psicomotor, e permitir o amadurecimento do pensamento lógico, maior interligação entre neurônios de diferentes partes do cérebro, construção da auto-estima e segurança emocional. Coros famosos – Também merece destaque o Coro Sinfônico Comunitário, criado em 1991 pelo maestro e professor do Departamento de Música, David Junker. O grupo de mais de 300 vozes se renova constantemente – troca cerca de metade dos seus integrantes a cada seis meses – e já se apresentou até no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Como recebe apenas participantes com mais de 16 anos e é bastante requisitado, acabou dando origem ao Coro Infanto-Juvenil, cuja primeira apresentação aconteceu em 2003. Entrar no curso de Música, por causa do nível de exigência da prova específica do Vestibular, já é bastante difícil. Prosseguir com o trabalho nessa área também exigirá bastante do estudante. “A carreira musical demanda muita dedicação e estudo. Os alunos de música devem estar cientes que o processo é difícil e demorado. Muitas vezes o profissional é reconhecido e respeitado; no entanto, para um músico fazer sucesso, ele deve ser abnegado e se esforçar muito para atingir os seus objetivos”, opina o professor Ricardo. O resultado, contudo, pode ser extremamente compensador. “Posso chegar em uma empresa ou organização que queira abrir um coral como parte de algum tipo de política de recursos humanos e mostrar meu diploma. Tem enorme peso. Quem conhece música sabe que quem se forma em composição na UnB está perfeitamente apto a fazer arranjos de qualquer natureza”, garante Jonas. Saiba mais Unidade Acadêmica: Instituto de Artes (IdA) Campus: Plano Piloto Habilitações: Bacharelado em Canto, Clarineta, Composição, Contrabaixo, Fagote, Flauta, Oboé, Piano, Regência, Saxofone, Trombone, Trompa, Trompete, Viola, Violão, Violino e Violoncelo; e Licenciatura Plena Turno: Diurno Número de semestres: 6 (mínimo) / 10 (máximo); Licenciatura: 8 (mínimo) / 12 (máximo)
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